Mostrar mensagens com a etiqueta Eventos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eventos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de novembro de 2009

Ainda sobre o Amadora BD

Sentimos necessidade enquanto livreiros de fazer um outro post sobre o Festival de BD da Amadora deste ano. Um post com uma perspectiva mais azeda e desagradável, a nossa perspectiva não só enquanto livreiros mas sobretudo enquanto agentes intervenientes no mundo da BD nacional.

Em Julho passado contactámos com a organização do festival por email para apresentar algumas propostas e tentar perceber até que ponto elas poderiam ser exequíveis. A primeira delas prendia-se com a vinda ao festival de uma mangaka francesa, vinda relevante não só pelo valor desta mas também pela actualidade da comemoração dos 20 anos de Manga na Europa e pelo crescente interesse das novas gerações por este estilo. Somos novos nas andanças no FIBDA (agora é Amadora BD, nós sabemos, mas FIBDA é mais cómodo por ser mais curto) e queríamos saber como se processa a vinda e convite de um autor estrangeiro, sendo que tínhamos já a luz verde e o interesse da autora, que a vir iria preterir um festival francês a favor do FIBDA. Após vários contactos por email e telefone a única resposta que tivemos foi inicialmente a dizer que a proposta ia ser reencaminhada para uma outra pessoa da equipa.

A segunda proposta foi a apresentação de um workshop sobre manga, contando com a autora francesa e Hugo Teixeira. Mais tarde após a prolongada ausência de resposta da organização, a referida autora acabou por responder favoravelmente à proposta que havia recebido do festival francês e nós alterámos o workshop para contar com presença de 6 autores nacionais que o fariam sem qualquer custo inicial para o festival. Foi também enviado o esquema do workshop, com os tópicos a serem nele trabalhados. A esta proposta de um workshop nunca tivemos qualquer resposta.

O terceiro tópico prendia-se com a nossa presença no espaço comercial do FIBDA. Já no ano passado lá havíamos estado num stand conjunto com a editora Pedranocharco e este ano pretendíamos estar num stand em nome próprio. A primeira resposta foi que iriam enviar um formulário para preenchermos. Depois entraram Agosto e as férias, as idas à China e afins e deixámos de ter resposta. Em Setembro por telefonema nosso, foi-nos dito que “ah e tal, isto estava complicado porque este ano a zona comercial era reduzida… Ainda estamos a ver.” Não voltámos a ter resposta até hoje e já o FIBDA acabou. Entretanto obviamente desistimos e fomos pela mesma via do ano passado, quando a Pedranocharco pediu um stand, pediu-o para partilhar connosco. (O que ao fim e ao cabo acabou por ser uma sorte senão teríamos como divisória uma parede grossa a atravancar ainda mais o nosso espaço comercial.) Parece-nos um tanto ou quanto ridículo que tendo antecipadamente a noção do exiguidade do espaço comercial não se alterassem planos para alargá-lo (sendo que havia vários espaços do piso -1 desaproveitados que para isso serviriam) e ainda mais ridículo que se trate tão tardiamente da zona comercial e se seja tão ineficiente a fazê-lo.

Por isto tudo, quando vemos post em blogues e em fóruns a perguntarem porque não fazem mais os agentes da BD para dinamizar o FIBDA ou a gabar os que o conseguiram fazer, nós não podemos deixar de sentir uma certa irritação porque nós TENTÁMOS fazê-lo mas apenas para descobrir que ou o FIBDA não está de todo interessado na dinamização da banda desenhada ou então está interessado mas só em propostas de editoras e livreiros seleccionados e já bem instalados no meio.

Apesar de sermos novos no ramo e não termos o peso de quem já cá está há muitos anos, TENTÁMOS e gostaríamos de ter tido resposta, fosse ela positiva, fosse ela negativa (acompanhada da justificação), fosse ela um “seria interessante mas já vem em cima do tempo para este ano” ou um “seria interessante mas noutros moldes”, qualquer uma, desde que implicasse respeito e abertura. O que afinal encontrámos foi um obstáculo e assim como a nós aconteceu, também aconteceu a outras organizações.

Entretanto quanto à primeira proposta, a autora em questão, Raphaëlle Marx, criadora da série de manga, Debaser, editada pela Ankama Editions virá a Portugal, já não a nosso convite ou do FIBDA mas a convite da Odd School para a apresentação de uma Master Class de Manga, sobre Desenhos e Personagens. Quanto à segunda proposta, foi igualmente remetida para a equipa do Festival de Beja que já respondeu com interesse, prontidão e com sinal positivo. E é no contacto com o Festival de Beja que sentimos ainda mais a diferença, sendo que à partida teríamos tantos motivos para sermos bem ou mal tratados em qualquer dos dois festivais, mas num a face que nos mostram é de distanciamento, de desinteresse e de desigualdade no tratamento; noutro é a face do interesse, disponibilidade e abertura. Diferença que vemos também por exemplo no facto de após termos tido já contactos enquanto loja com ambos festivais, de Beja recebemos usualmente notícias e press-releases, de Amadora nada.

Numa última nota, queríamos agradecer ao Pedro Mota, com quem contactámos antes de enviar o mail à organização e que foi bastante prestável, encaminhando-nos e dando-nos algumas dicas, apesar de não pertencer à equipa oficial da organização. Infelizmente, dizemos nós, pela parte que nos toca.

Nós tentámos e vocês?...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Masterclass de Mangakas na OddSchool

As Master Classes da Odd School são a oportunidade ideal para, num curto espaço de tempo, aprofundar conhecimentos na área de Creative Media.

Cada Master Class é uma experiência intensiva de diálogo e experimentação, orientada por especialistas com impacto e mérito reconhecido no seu campo de acção.

A quem se destinam:

  1. A jovens profissionais que pretendem obter especializações e assistir a demonstrações específicas;

  2. A profissionais consolidados que procurem novas ideias e novas abordagens nesta área;

  3. A todas as pessoas, profissionais ou não, que queiram ouvir especialistas da área de Creative Media e estabelecer um diálogo directo com autores de projectos inovadores.
Cliquem na imagem para ver mais detalhes

Outras Masterclasses:

  • Arte-final com Eduardo Antunes
  • Gestão de Cor Digital com Luís Blanco
  • Ilustração Editorial com Richard Câmara
INFO:
ODD SCHOOL
Rua de São Paulo, 121, 1º.
1200-647 Lisboa, Portugal
t. +351 21 346 51 55
email: info@odd-school.com

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

20º Amadora BD - As minhas impressões finais

Acabou este fim de semana mais um Festival de BD da Amadora, este ano a comemorar o seu vigésimo aniversário.


Imagem do Festival:
Excelente trabalho do Rui Lacas, este ano a imagem do FIBDA era bastante atractiva e num estilo ao mesmo tempo alternativo e com marcas autorais mas também juvenil, alegre e simpático. A ideia da inclusão do pequeno jogo de criação de personagens no site e a sua posterior utilização na decoração do pavilhão da exposição também foi uma ideia muito interessante e bem sucedida.


Exposições:
Este ano as exposições variaram desde as muito interessantes até às decepcionantes, por variadas razões. A nível cénico talvez não houvesse o fulgor de outros anos (provavelmente por motivos orçamentais) mas a cenografia, que pode de facto dar um outro brilho a uma exposição, não deixa de ser apenas um acessório que pode ser compensado pelas qualidades intrinsecas da exposição em si.

No piso de cima, gostei da exposição sobre o próprio festival, com vários exemplos do que se passou nestes últimos vinte anos aqui e na bd portuguesa em geral. Na parte relativa aos prémios do concurso anual de BD teria achado mais interessantes terem mostrado os 20 primeiros prémios mas compreendo que isso levantasse problemas de espaço e também compreendo o interesse de se mostrar candidaturas de pessoas que na actualidade continuam activas na BD, mesmo que não tenham ganho o prémio na altura. A exposição do Rui Lacas também estava muito interessante e com ideias cénicas que funcionaram bem.

No piso de baixo, gostei batante da exposição de pranchas de Lepage, que impressionou toda a gente pela qualidade dos seus originais; da exposição do livro "Rei", a desconstruir várias pranchas nas suas diversas camadas, permitindo-nos mergulhar no processo criativo do autor António Jorge Gonçalves e da exposição colectiva dedicada à Polónia. Esta última agradou-me pela variedade de estilos e qualidade dos trabalhos apresentados.

As mais decepcionantes para mim foram a exposição dos 50 Anos de Astérix, com uma mostra muito pobre, apenas com alguns artigos de coleccionismo e a exposição "F.E.V.E.R." completamente desenquadrada do resto do festival.

A exposição dos 50 anos de Carreira de Maurício de Sousa tinha pranchas interessantes mas para mim seria uma melhor exposição se estas estivessem acompanhadas de uma cronologia de momentos marcantes. Tanto esta como a do Atérix são exposições relativas a efemérides nas quais se poderia ter puxado mais por esse lado didático, com cronologias e pequenas frases breves e informativas, que dessem um enquadramento mais preciso às pranchas.

Da exposição de manga do Oriente e Ocidente ficou-me a ideia de que poderia estar melhor estruturada, do que assim como estava, com uma sala muito grande e sem cenografia quase, onde as pranchas davam uma sensação de dispersão e escassez e outra sala muito mais pequenina adjacente, cheia de pranchas.

As restantes exposições estavam interessantes. A de Fratini surprrendeu-me pela quantidade de pormenores e textura que estão nos originais e que se perdem no livro em parte devido à opção pelo preto e branco em detrimento do sépia original.

Zona comercial:
Este ano a zona comercial foi a que mais piorou desde o ano passado. Atravancada, diminuída, sem luz suficiente no interior dos stands e depois ainda resolveram aproveitar a geringonça dos autógrafos do ano passado que claramente foi mal arquitectada e que se não queriam deitar fora no mínimo deveriam reciclar: a parte de baixo é alta de mais, a parte de cima é baixa de mais, as duas coisas juntas dão uma abertura diminuta com uns prisioneiros lá dentro e uns visitantes cá fora a baterem com a cabeça no aglomerado.( Vá lá que no segundo dia lhe puseram luz no interior, que na primeira sexta-feira parecia um túmulo.) Assim, não só se diminuiu em muito o espaço para descanso e convívío como em momentos de afluência, os corredores tornaram-se intransitáveis e o ar irrespirável.
Por outro lado, não foi só a zona para visitantes da zona comercial que piorou. O interior dos stands foi reduzido por paredes e pilares grossos, deixou de ter prateleiras e a iluminação escolhida (aqui ainda um defeito herdado do ano anterior) foi ineficiente: por um lado são usados projectores que apenas iluminam parcialmente os stands (o facto de terem paredes pretas ainda piora a fraca iluminação), por outro lado são luzes que aquecem mesmo muito. Faria mais sentido usar por exemplo luzes fluorescentes como se usam nos corredores da exposição, que iluminam melhor sem aquecer tanto.
E mais um ano passou e lá continuou a máquina multibanco à porta da casa de banho, onde ela é menos precisa. Enfim.

Restante programação:
Houve várias actividades interessantes, mas infelizmente não tive oportunidade para ir à maioria delas por estar limitada pela nossa presença com stand na zona comercial. De notar, e felizmente, o peso cada vez maior do cosplay, este ano com dois dias de duração e com o vencedor a ser escolhido para participar no concurso europeu. Os dias de cosplay são sempre o de enchente de jovens, o que anima o festival, faltando agora reflectir cada vez mais o interesse destes jovens também nas exposições e outras actividades.

Site:
A presença do festival na internet precisa ainda de mais alguma atenção e dedicação. O site surge tarde demais, é actualizado lentamente, a versão em inglês surge só na última semana, não há informação biobibliográfica dos autores. Por outro lado, por exemplo, o festival aderiu ao Facebook, o que seria positivo, no entanto nele fez apenas 4 entradas informativas, a última das quais a 14 de Outubro.

Em geral:
Não foi um mau ano de FIBDA, foi um ano interessante, com autores e exposições interessantes. Não foi no entanto também um ano excepcional. Creio que o que começa agora a pesar são os pequenos pormenores organizativos, que passam despercebidos e são perdoados quando ainda impera a inexperiência mas que já causam alguma surpresa quando se fala de uma organização com 20 anos de experiência. Nesse sentido falta não só aprender com os erros de outros anos mas também abrir os olhos e ouvidos aos vários agentes da banda desenhada nacional, tornando-se mais acessíveis ao contacto com estes e passarem a dar-lhes resposta em tempo útil, seja qual for o sentido da resposta. Vinte anos de festival são um feito de louvar e de festejar mas sem perder de vista que este festival poderia e poderá ser ainda mais, chamando para a festa os vários projectos que ao longo do ano animam a banda desenhada nacional, seja os colectivos que editam fanzines, seja as associações que se criam, como por exemplo a FECO, seja os movimentos jovens relacionados com o universo manga e anime. Mas lá está para isso tem de se tornar acessível para comunicar com estes e responder-lhes eficientemente.
Seja como for, para o ano lá estaremos de novo, para comemorar o grande vigésimo primeiro, o grande centésimo da República e a banda desenhada em geral.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

XVI Salão de Viseu - Relato de Viagem

No fim de semana passado foi a inauguração oficial das exposições do XVI Salão de Banda Desenhada, sendo o dia forte o sábado. Pelo primeira vez nós estivemos presentes no festival, a convite da organização e a propósito de uma exposição de trabalho do Hugo Teixeira (co-escriba aqui do blog e a cara presente na loja).

O salão tem como núcleo forte o edifício do IPJ mas conta com exposições em vários pontos da cidade, de modo a ir ao encontro de um publico mais alargado e variado. Este ano o tema foi o dos Super-Heróis.

Biblioteca Municipal:

O primeiro ponto de paragem foi a Biblioteca Municipal. Aqui estava exposta a colecção particular de Super-Heróis (sobretudo merchandising) de um dos sócios do GICAV, Daniel Almeida, de 12 anos, que foi também o autor do póster deste ano. De tenra idade mas já com uma colecção muito interessante, estando aqui representados vários heróis da Dc (Batman e Superman sobretudo) e da Marvel (Spiderman, X-Men, Hulk, Iron Man), com figuras, livros e muito outro tipo de merchandising, incluindo cuecas...
Será interessante um dia no futuro (daqui a uns anos) terem novamente esta exposição no salão para se ver a sua evolução.


Museu Grão Vasco:



Viseu parece ter sido afinal o berço de Afonso Henriques e no ano em que uma bela exposição de arte medieval comemora no Museu Grão Vasco os 900 anos do seu nascimento, nada mais apropriado que juntar a esta uma exposição sobre o Rei herói português, tantas vezes presenta na banda desenhada.  Gostei da inclusão de variados estilos de abordagem ao personagem, desde os mais sérios e mais didácticos aos mais cómicos e dos traços mais tradicionais aos mais alternativos.


Fórum Viseu:

Para o centro comercial, mais propriamente na Casa das Artes, ficou a exposição dedicada ao Batman, o Cavaleiro das Trevas, com uma série de imagens de autores que usaram para este personagem o Preto e Branco. Uma exposição com escolhas interessantes e que pode chamar a atenção dos visitantes ocasionais do fórum, bastando que estes não se sintam intimidados por entrar numa galeria.


Instituto Português da Juventude:



Aqui estava o grosso das exposições do salão, incluindo os vencedores do concurso de Banda Desenhada, para o qual segundo a organização houve muito poucas candidaturas. Não sei como se processa a divulgação do concurso mas pelo menos para os escalões em idade escolar, poderia ser vantajoso tentar obter a coloboração de escolas, não só do concelho mas de outras zonas do país, na promoção do dito.


Na mesma sala estava uma pequena homenagem a Vasco Granja e uma muito interessante mostra de trabalhos de Pedro Massano, que permitiu observar não só a sua mestria mas também a sua enorme versatilidade, a qual lhe permite abordar variados estilos sempre com qualidade.

Também na mesma sala estava ainda presente a exposição dedicada ao país convidado, a Roménia. É sempre interessante ver trabalho vindos de país "não convencionais" da BD mas apesar da qualidade dos trabalhos presentes surpreendeu-me inicialmente que quase todos traziam um estilo fortemente decalcado do Franco-Belga clássico, não se distinguindo estilisticamente por exemplo de muitos autores duma certa geração portuguesa. A apresentação da exposição pelo seu padrinho, Luiz Beira, deixou, pelo discurso e atitude, afinal perceber que terá sido uma questão de selecção: o franco-belga foi por ele apresentado como culturalmente superior aos outros estilos, sendo o caso romeno ainda mais entusiasmante, já que as obras tendem a ser publicadas simultanemamente em romeno e em francês, "sendo o francês a língua da cultura" e em seguida, do alto do seu trono cultural, aproveitou ainda para proscrever por intragabilidade toda a manga. Ora que se tenha lido algo e não se tenha gostado, parece-me normal; que não se tenha muita inclinação para uma determinada arte, género ou estilo, acontece; mas que alguém ignore à partida um estilo e se julge culturalmente superior por isso, já me parece quase um pouco nauseante. Mas adiante.

Ainda no piso inferior mas já noutra área havia uma exposição interessante de super-heróis por autores portugueses, incluindo Daniel Maia, João Lemos e Eliseu Gouveia, entre outros.

A caminho do piso superior encontrava-se uma exposição do colectivo Luminus Box, constituído por quatro mangakas algarvias e cujo blog podem encontrar na nossa lista de blogs. O seu fanzine Luminus Fantasia pode ser consultado e comprado na nossa loja, estando o segundo volume prestes a chegar.

No piso de cima, passava-se pela exposição de heróis da manga, escolhida por Daniel Maia, com escolhas muito eclécticas do mais comercial ao mais alternativo e chegava-se à exposição central com uma galeria de super-hérois dos comics e, com menor incidência, do franco-belga.

No IPJ houve lugar à apresentação de vários prémios, o animarte BD 2009 para o Pedro Massano e os do concurso de BD, apresentação de alguns projectos, autógrafos, um jantar volante e um espectáculo bem-disposto de marionetas sobre o D. Afonso Henriques.


Lugar do Capitão:


Para acabar a noite em beleza, rumou-se por fim ao bar Lugar do Capitão, anunciado pelo militante da BD e fanzines mais conhecido de Portugal como o bar mais cool de Viseu e sem dúvida a merecer o epíteto. Aqui teve lugar uma tertúlia sobre BD, que é como quem diz uma amena cavaqueira sobre BD e a apresentação da exposição de BD de Hugo Teixeira pelo próprio autor.


Balanço do Salão:

Este dia passado no Salão foi bastante agradável. Sem dúvida será um festival a repetir da nossa parte. Para mais, Viseu é uma cidade bem bonita e simpática.
O Salão em si, apesar de pequeno em meios, nota-se que é feito com dedicação e boa vontade. Espero que a organização continue a encontrar forças e apoios para o manter por mais tempo. É pena que a afluência de público jovem seja tão diminuta: aqui ninguém pode dizer que a BD é uma coisa de crianças, pois a julgar pelos presentes, a BD é uma coisa, no mínimo, de quarentões...
Não sei quais as actividades do GICAV ao longo do ano mas um possibilidade para potenciar o envolvimento juvenil no Salão poderia passar pela criação de um grupo activo de jovens ligados à BD ou à animação, um atelier ou algo semelhante.


P.S.- As fotos são de telemóvel, daí a qualidade duvidosa. E desculpem o tamanho do post...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

XVI Salão de Banda Desenhada de Viseu

Mais uma vez a BD invade Viseu. Começou no dia 13 de Setembro o XVI Salão de BD de Viseu, neste ano dedicado aos Super-heróis. Organizado pelo GICAV - Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu, este festival vai decorrer até ao dia 26, contando com exposições e actividades em vários locais da cidade.

No sábado dia 19 será o ponto alto do festival, com visita guiada, autores presentes para autógrafos, inaugurações, lançamentos e muito mais. Podem consultar o programa mais complto aqui.

Como estaremos presentes no festival, informamos que a loja não irá abrir no próximo sábado dia 19 de Setembro. Pedimos desculpa pelo incómodo mas convidamo-vos a estarem connosco em Viseu, no Salão de BD.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Zona Negra


Na sexta-feira passada, dia 4, ocorreu no Cinema São Jorge a apresentação da publicação Zona Negra.

Associada ao Festival de Cinema de Terror de Lisboa, o MOTELx, que decorreu este mês de 2 a 6 de Setembro, a Zona Negra é uma antologia de banda desenhada de terror, com histórias curtas de variados autores nacionais.

A apresentação contou com a presença do organizador e editor, Fil, de vários autores criadores destas histórias e do ilustrador João Mário Pinto como moderador.

Dentro de pouco tempo poderão encontrar a Zona Negra à venda na nossa loja e comprovar a qualidade desta edição.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Concurso de fanarts na comunidade DragonBall-PT

ASA NEGRA COMICS é patrocinador oficial da Comunidade
DRAGONBALL-PT


Participem no seu concurso de fanarts.
Aqui ficam as respectivas regras:

Período de aniversário: todo o mês de Julho
Data de entrega Trabalhos: Até 31 de Julho
Data de Revelação de trabalhos: Dia 7 de Agosto
Regras:
1. Só serão aceites trabalhos relacionados com Dragon Ball.
2. O tamanho do trabalho não devera exceder o tamanho de uma folha A4.
3. Os trabalhos deverão ser elaborados a mão, e posteriormente retocados digitalmente (Opcional).
4. O concurso é aberto a todos, excepto ao júri que ira avaliar os trabalhos.
5. Não serão validos desenhos que contenham colagens.
6. O material a ser utilizado será de escolha do próprio artista.
7. Cada participante só poderá enviar um trabalho. Pede-se aos participantes que não o dobrem ou amassem os desenhos, e que nos enviem os desenhos protegidos por saco plástico lacrado (dentro de um envelope) para a seguinte morada: Rua Contra Almirante Armando Ferraz Torre 5 8ºB, 1800-152 - Lisboa.
8. Não o serão aceites trabalhos que contenham conteúdo erótico ou pornográfico, mais conhecido por hentai.

O júri será composto por:
Os administradores de Dragon Ball PT
Pelos representantes da loja ou lojas patrocinadoras;
O resultado deste concurso terá um carácter irrevogável.
No caso de os trabalhos serem retocados digitalmente, deverão enviar junto com o trabalho original uma cópia do trabalho final.
Também devera ser enviado para o e-mail (Miguel_r_sequeira@hotmail.com)
Um scan do trabalho original, mais uma cópia do trabalho final, num dos seguintes formatos: .jpg, .png, .gif ou .bmp;
O ficheiro com as modificações que sofreu o trabalho original (.psd, .aft, etc?);
O assunto do e-mail, devera ser: Concurso de Fan Art de Dragon Ball PT
Devem enviar também para ambos os lados os seguintes dados pessoais:
a) Nome Completo;
b) Morada;
c) Idade;
d) Username no fórum;
e) Materiais Utilizados na elaboração do trabalho

Visitem WWW.DRAGONBALL-PT.INFO

terça-feira, 5 de maio de 2009

V FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA - NEWSLETTER 7

VFIBDBVII.jpg

Exposições / Exhibitions

GARY ERSKINE
GARY ERSKINE.jpg

Nos últimos vinte anos passaram pelas mãos de Gary Erskine séries notáveis como Judge Dredd, Hellblazer, The Authority ou Justice Society of America, entre outras. Um autor polivalente que ultimamente nos tem mostrado o seu talento com Dan Dare, escrito por Garth Ennis e publicado com o selo da Virgin Comics.

O autor estará presente em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…

Organização
Câmara Municipal de Beja - Bedeteca de Beja

Parceria
Museu Regional de Beja / Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja

Apoio à divulgação

Núcleos do Festival:
Casa da Cultura
Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago
Museu Jorge Vieira - Casa das Artes
Museu Regional de Beja

Contactos:
bedetecadebeja@yahoo.com
Tel.: 00351 284 313 312

Bedeteca de Beja
Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800-508 Beja
PORTUGAL

FIBDB - Festival Internacional de BD de Beja: Newsletter #4 e 5

FIBDB 09

Exposições

FERNANDO GONSALES

Fernando Gonsales

Fernando Gonsales é, sem dúvida, um dos mais geniais autores de banda desenhada do país irmão. As piadas com as tiras de Níquel Náusea, o rato de esgoto que queria ser o Mickey no lugar do Mickey, têm feito rir os mais mal-humorados um pouco por todo o lado… Além do Níquel, a galeria de Gonsales é composta pelo Rato Ruter (um rato mutante, gordo como um gato), pelo Sábio do Buraco (rato velho, entendido em várias matérias), pela rata Gatinha (quem tem ninhadas de dez em dez minutos), pela barata Fliti (viciada em Baratox), e por dezenas de personagens… humanos.

O autor estará presente em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…

Exposições

Alex Gozblau
Pedro Burgos
Richard Câmara

Alex Gozblau
Alex Gozblau

Pedro Burgos
Pedro Burgos

Richard Camara
Richard Câmara

Moderna, inventiva, excitante, arrojada. A Banda Desenhada portuguesa é tudo isso. Alex Gozblau, Pedro Burgos e Richard Câmara têm-nos mostrado que a riqueza da nossa Banda Desenhada reside essencialmente na sua diversidade, mais do que em escolas ou movimentos… Passando pelas texturas “aveludadas” de Gozblau, pelas pranchas “metropolitanas” de Burgos ou pelo desenho de “linha clara” de Câmara, são muitas as direcções apontadas… E muitos também os atalhos e encruzilhadas.

Os autores estarão presentes em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…

Organização
Câmara Municipal de Beja - Bedeteca de Beja
bedetecadebeja@yahoo.com
Tel.: 00351 284 313 312
Bedeteca de Beja
Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800-508 Beja
PORTUGAL

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Free Comic Book Day II

É já no próximo sábado dia 2 de maio que vai acontecer o Free Comic Book Day na nossa loja.
Tal como prometido esta semana deixamos aqui as regras para a distribuição dos comics gratuitos.

  1. Todos os visitantes da loja durante o Free Comic Book Day terão direito a 1 comic gratuito.
  2. Os clientes registados têm direito a 1 comic (cumulativo com o referido no ponto 1). Para o levantamento deste terão um prazo mais alargado, podendo fazê-lo até quarta-feira dia 6 de Maio, mas nesse caso devem avisar-nos por mail até dia 2 para guardarmos. De outro modo, a distribuição será feita consoante o stock existente e por ordem de chegada.
  3. Quem efectuar compras superiores a 15€ durante o Free Comic Book Day terá direito a mais 1 comic.

Lembramos que a distribuição de comics está limitada ao stock existente.

Neste dia vamos também aproveitar para comemorar o nosso primeiro aniversário e como tal podem também contar com 10% de desconto em Banda Desenhada, para todos os clientes registados, mesmo aqueles que se registarem na altura (não cumulativos com outros descontos existentes).

E, à tarde, sumo e bolinhos para todos!

Apareçam!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Free Comic Book Day I

Em 2002 surgiu nos Estados Unidos uma iniciativa de promoção à Banda Desenhada que desde então se espalhou por inúmeros outros países.
A Banda Desenha apesar de ser um meio artístico pleno de possibilidades capaz de atrair variados criadores como meio priveligiado, é no entanto muitas vezes encarada com alguns preconceitos. E qual a melhor maneira de vencer esses mesmos preconceitos, aproximando os "não-adeptos" e possibilitando-lhes a (re)descoberta desta arte?

Oferecendo Banda Desenhada de graça, obviamente!

Assim todos os anos, no primeiro sábado de Maio, lojas de banda desenhada um pouco por todo o mundo põem à disposição de quem os quiser visitar dezenas de títulos que serão dstribuidos gratuitamente.

Este ano a Asa Negra Comics vai aderir a esta campanha de incentivo à leitura da Banda Desenhada. No dia 2 de Maio, sábado, visitem-nos no CC. Sommer para esta celebração duma arte que merece todo o nosso respeito.

Podem ver a lista de Comics disponíveis aqui. Na próxima semana, anunciaremos as regras para a distribuição dos comics.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

FIBDB - Festival Internacional de BD de Beja: Newsletter #3 e 4

beja4.jpg

Exposições / Exhibitions

FERNANDO GONSALES

fgolzalez.jpg

Fernando Gonsales é, sem dúvida, um dos mais geniais autores de banda desenhada do país irmão. As piadas com as tiras de Níquel Náusea, o rato de esgoto que queria ser o Mickey no lugar do Mickey, têm feito rir os mais mal-humorados um pouco por todo o lado… Além do Níquel, a galeria de Gonsales é composta pelo Rato Ruter (um rato mutante, gordo como um gato), pelo Sábio do Buraco (rato velho, entendido em várias matérias), pela rata Gatinha (quem tem ninhadas de dez em dez minutos), pela barata Fliti (viciada em Baratox), e por dezenas de personagens… humanos.

O autor estará presente em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…

Exposições / Exhibitions

Alex Gozblau
Pedro Burgos
Richard Câmara

agozblau.jpg
Alex Gozblau

pburgos.jpg
Pedro Burgos

rcamara.jpg
Richard Câmara

Moderna, inventiva, excitante, arrojada. A Banda Desenhada portuguesa é tudo isso. Alex Gozblau, Pedro Burgos e Richard Câmara têm-nos mostrado que a riqueza da nossa Banda Desenhada reside essencialmente na sua diversidade, mais do que em escolas ou movimentos… Passando pelas texturas “aveludadas” de Gozblau, pelas pranchas “metropolitanas” de Burgos ou pelo desenho de “linha clara” de Câmara, são muitas as direcções apontadas… E muitos também os atalhos e encruzilhadas.

Os autores estarão presentes em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…

Organização
Câmara Municipal de Beja - Bedeteca de Beja

bedetecadebeja@yahoo.com
Tel.: 00351 284 313 312
Bedeteca de Beja
Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800-508 Beja
PORTUGAL

sábado, 4 de abril de 2009

FIBDB - Festival Internacional de BD de Beja: Newsletter #2

Vejamos a segunda newsletter para o FIBDB 2009.

Exposições

João Maio Pinto Marco Mendes
Blanketsfrankenstein

João Maio Pinto e Marco Mendes têm trilhado um caminho profundamente original no contexto da moderna Banda Desenhada portuguesa (cada um à sua maneira). Dois autores singulares que nos mostram que a Banda Desenhada é feita de muitas perspectivas e merecedora de múltiplas leituras.

Os autores estarão presentes em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…

Organização:
Câmara Municipal de Beja - Bedeteca de Beja
bedetecadebeja@yahoo.com
Tel.: 00351 284 313 312

Bedeteca de Beja
Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800-508 Beja

sexta-feira, 27 de março de 2009

V FIBDB - Festival Internacional de BD de Beja: Newsletter #1

Começam os preparativos para o FIBDB 2009, ficamos aqui com a primeira newsletter, acabada de receber pelo Paulo Monteiro, director da Bedeteca de Beja:

Exposições

Craig Thompson Denis Deprez
Blankets
frankenstein

Craig Thompson, o autor de Goodbye, Chunky Rice e Blankets, e Denis Deprez, autor de Frankenstein e Moby Dick, entre outras obras, são dois dos mais excitantes artistas da actualidade. O primeiro pela visão poética e intimista que imprime às suas histórias. O segundo, pelas atmosferas muito vincadas com que impregna as suas pranchas, muitas vezes a rasar o impressionismo.

Os autores estarão presentes em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…

Organização:
Câmara Municipal de Beja - Bedeteca de Beja
bedetecadebeja@yahoo.com
Tel.: 00351 284 313 312

Bedeteca de Beja
Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800-508 Beja

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mini Evento no Montijo - Atalaia: com o convite de Daniel Maia

Nos passados dias 24 e 25 por convide de Daneil Maia, fomos a duas escolas no Montijo, precisamente Atalaia, divulgar a Banda Desenhada onde realmente é necessário, nas escolas primárias. Os alunos tinham previamente pesquisado na internet acerca do trabalho de um dos melhores artistas portugueses, assim que ele chegou à escola foi o delírio total.

No primeiro dia Daniel Maia fez brilhante e pacientemente uma breve explicação da história da Banda Desenhada a estes alunos do primeiro ciclo, explicando como surgiu, as técnicas visuais e narrativas, etc.



Os alunos impacientes ouviam a sua explicação, enquanto olhavam de lado para todos os nossos livros e figuras.

Posteriormente deu a conhecer aos alunos de como se faz a colorização hoje em dia, através de técnicas digitais.

No segundo dia, numa outra escola mais calma repetiu-se o evento mas nesta os alunos tinham preparado uma surpresa, fizeram imensas Bandas Desenhadas que colocaram nas janelas e pilares da escola.


Terminando assim esta jornada o Daniel Maia fez gentilmente desenhos a quem lhe pediu.
Esta iniciativa é realmente de louvar pois é aí que reside o factor X, onde se aprende a ler e a ter gosto pela BD. É isto que realmente falta em Portugal, mais, muito mais iniciativas deste género.

Sendo importante e necessário que todos os directores de escolas, assim como todos os vereadores da cultura de cada concelho estejam receptivos a este tipo de eventos.

Um bem haja ao Daniel Maia e à Professora Fátima pelo convite.

sábado, 14 de março de 2009

20 anos de Manga na Europa

Duas décadas de mangá no continente europeu deixaram marcas indeléveis na produção e indústria local. Hoje, 40% da indústria de BD no continente tem o dedo dessa estética, que começou a partir da publicação de Akira, de Katsuhiro Otomo, e a partir daí, foi como uma bola de neve, nunca mais parou e foi crescendo. Não foi nem é uma moda, porque modas são coisas passageiras, efémeras: é uma realidade, concreta e sólida, que extrapolou os media em si e tornou-se um movimento cultural que ultrapassou as próprias origens, gerando iniciativas de produção ao redor do mundo – comparativamente, é o rock do traço, influenciando toda uma geração de jovens leitores e artistas. E com tudo isto, o Centre Belge de la Bande Dessinée, em Bruxelas, abriu uma exposição para comemorar as duas décadas de introdução e crescimento dessa estética de origem nipónica que hoje desperta iniciativas, reactiva mercados moribundos – quando não activa mercados inexistentes – e trouxe variedade de géneros para leitores afastados da BD.

O Centre é um dos mais importantes espaços dedicados à BD em território Belga – e falamos de um país onde a BD é levada muito a sério. Será bom lembrar que muitas das grandes obras da BD europeia não são realmente francesas, mas belgas – como o famoso Tintin, de Hergé. A exposição contará com exibição de edições raras, documentos originais, reproduções de objectos e outros marcos da presença “mangática” nestes vinte anos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Tertúlia de Natal 2008

No passado dia 9 de Dezembro decorreu em Lisboa mais uma Tertúlia de Banda Desenhada, a 292ª edição deste encontro mensal de autores e apreciadores da nona arte, organizada por Geraldes Lino.

Esta edição foi especial de Natal, tendo ocorrido fora do local habitual (Restaurante da Gina no Parque Mayer) e fora da data habitual (1ª Terça-feira do mês). Assim nesta segunda Terça-feira de Dezembro, 47 convidados reuniram-se no Jardim dos Leitões, perto da Praça do Chile.

Aqui ficam duas imagens do acontecimento:

domingo, 16 de novembro de 2008

Feira Internacional de Fanzines - Cacilhas

Ontem pela primeira vez fui espreitar a Feira Internacional de Fanzines em Cacilhas. A hora não terá sido eventualmente a mais proprícia, ao fim da tarde, junto à hora de jantar: o local estava quase às moscas. No entanto, a mostra de fanzines era interessante, apesar de a sua exposição poder estar melhor organizada: todos os fanzines se encontravam lado a lado no mesmo expositor de dupla face sem se evidenciar facilmente o critério de organização existente... ou se era sequer existente.

A vista do sítio é lindíssima e a mostra apesar de pequena estava decorada de modo acolhedor. A sala usada, que vazia deve ser muito pouco convidativa, tinha um aspecto confortável tendo mesmo uma secção de puffes onde se podiam ler os fanzines expostos.


Na secção de venda encontrei um pequeno tesouro que me fez descobrir uma editora excelente, cujo logótipo vai mudando de publicação para publicação formando uma pequena história sequencial que começa com o famoso transatlântico titânico.


Podem visitar o site da editora neste endereço: http://www.atlanticpressbooks.com/ e descobrir as fantásticas publicações sobre a sua chancela. Fica aqui uma citação da filosofia pela qual ela é regida:

Atlantic Press is dedicated to the principle of producing first authorial book publications for author/illustrators. This involves giving the creator editorial freedom with the press providing the background support, guidance and production. We want to encourage the publication of personally authored and illustrated books, uncommon in the commercial mainstream.

O fanzine que desta editora que me chamou a atenção é um pequeno livrinho chamado The Garden Sketchbook. De autoria partilhada entre uma artista e ilustradora finlandesa, Anna-Kaisa Laine e a sua companheira de casa Emma Wills, este é um relato ilustrado do tempo em que partilharam uma casa em Cornwall, Inglaterra e sonharam construir um delicioso jardim de vegetais e flores biológico no quintal das traseiras.


Uma edição cuidada, a preto e branco e obviamente muito verde, cheia de ilustrações, conselhos, sonhos, frustações e sucessos de quem persegue um objectivo primaveril sonhado no meio do Inverno.

Depois de o ler ficou-me a vontade de enveredar por semelhante percurso e construir um jardim também, não uma horta no quintal que não tenho, mas uma estufa na marquise, junto com os cactos que já lá abundam. E também isso as autores previram: cada exemplar vem acompanhado por um saquinho de sementes.


Tomara que chegue a Primavera depressa!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Rescaldo do FIBDA 2008 - parte I






















Acabou no fim de semana passado mais um Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. O 17º na totalidade da existência do mesmo e o meu 11º consecutivo.

Sei que ainda há muitos saudosos da Fábrica da Cultura mas este é o meu local preferido dos quatro onde o festival já decorreu. Pode não ser bem, bem, exactamente na Amadora mas é um local acessível e com infraestruturas e espaço adequados.

Este ano gostei bastante da cenografia do festival em si. Bastante criativa, visualmente atractiva sem ser cansativa. E este ano até se lembraram de colocar algumas indicações logo desde o primeiro fim de semana. Só a zona dos autógrafos é que pecava por falta grave de funcionalidade.

A solução encontrada no ano passado em relação à disposição geral das várias áreas foi mantida. Esta disposição, de exposição central, palco, concurso de bd no piso de cima e zona comercial, autógrafos e outras exposições no de baixo parece-me boa e bastante funcional. E este ano acho que finalmente conseguiram criar uma boa transição entre os dois pisos: o percurso pelas exposições do piso de cima acaba por encaminhar os visitantes naturalmente para as escadas; enquanto no primeiro ano a maior parte das pessoas nem reparava no piso de baixo e no ano passado eram encaminhadas rapidamente demais para o piso debaixo, estando a expo central quase escondida.

As exposições em geral eram interessantes e a cenografia das exposições do primeiro piso estavam excelentes. Algumas no entanto poderiam ter sido melhor exploradas, como o caso da do Tex e da ficção-científica chinesa ou do Liberatore, que não passaram de um ajuntamento de meia dúzia de pranchas sem grande enquandramente histórico ou alguma explicação. As mais interessantes, em termos de contributo para a cultura e conhecimentos dos visitantes sobre a banda desenhada pareceram-me a de Oesterheld (que se atrasou devido a uma retenção na fronteira) e a de Luís Henriques. A de João Abel Manta devia ganhar o prémio da exposição mais deslocada, encontrando-se no fim de tudo, rodeada pela Star Wars por ambos os lados... E por falar nela, a exposição de Star Wars foi a que mais me desiludio: algumas imagens e merchandising, a maioria expostos em buracos altos demais para poderem ser vistos também pelas crianças.

Uma exposição que tive pena de não existir foi a da habitual secção para maiores de 18. A ficção científica é uma área que poderia justificar uma exposição de banda desenhada erótica interessante. aliás a parte da exposição do ano passado dedicada à Druuna faria mais sentido este ano. mas aparentemente a organização aposta que no futuro o caminho passa pela reprodução assexuada...

Por fim, logisticamente falando, continuo sem perceber porque razão o multibanco fica no primeiro piso, se a zona comercial fica no piso -1. E ainda por cima fica escondido à porta das casas de banho.