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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Hellboy R.I.P




Mais uma grande personagem da BD americana vai encontrar a morte nas páginas de um comic: Mike Mignola anuncia a morte de Hellboy no último número do arco "The Fury", sem que isso no entanto queira dizer o fim das histórias fantásticas e sobrenaturais da personagem. Mignola promete que muitas histórias do passado estão ainda por contar.

Com um pouco de sorte teremos aqui uma morte de super-anti-herói respeitável, nada dessas mortes super-heróicas que duram 3 quinze dias.

Fica aqui o anúncio do autor:

"I've been planning this one for a long time. Well, sort of.

Almost from the beginning of Hellboy I knew that if the series went on long enough, I would eventually kill him. I didn't know exactly how or when, but I figured that when the time was right I'd know. I actually did kill him off in the middle of The Island, but it didn't take—it just wasn't quite his time yet.

When Hellboy quit the B.P.R.D. (at the end of Conqueror Worm) and ended up at the bottom of the ocean (The Third Wish), I could see we were headed in this direction. When Duncan came onboard to draw Darkness Calls, I told him I wanted him for a three-book arc and I knew the third book would end in Hellboy's death. I know back then I had a rough idea for the third book, but over the years its plot changed so many times—I'm sure Duncan must have heard me tell him half a dozen different versions of it over the years, and (I hope, for his sake) he must have just stopped listening after a while. I remember that at one point the Gruagach (the long-suffering pig-man) was going to become the major villain and he would be the one to kill Hellboy, but, as is so often the case, these characters don't always stick to the roads we make for them. Gruagach in particular took on a life (a very sad life) of his own, and the story sort of followed after him. I had to trust that he at least knew where he was going and it turned out that he did. When I asked Scott Allie (long-suffering editor) if I could have a couple extra pages for The Fury #3, it was so I could give Gruagach a proper exit. I just couldn't leave him hanging in that tree.

And speaking of hanging in a tree—that's probably where I'd have ended up if I'd tried to draw these last three books myself, so thank you, Duncan Fegredo. The simple truth is that Duncan is amazing. His storytelling is spot on, and he has a nearly inhuman ability to draw everything well. When I write for myself, I tend to avoid certain things, but with Duncan as artist I was free to write the story I wanted to write without worrying about how to draw Hellboy kissing a girl or what a helmet made of birds would look like. And, in my humble opinion, Duncan is one of the best artists working when it comes to giving characters real personality and emotion. I was spared writing a lot of awkward dialogue, because when Duncan draws two characters looking at each other, more often than not you can tell what they're thinking. I would say I'll miss writing for Duncan but, fortunately, I don't have to. While I will be taking over the ongoing Hellboy story line (I've always said that in my world, when characters die they just become more interesting) as both writer and artist, there are still a lot of untold stories from Hellboy's past—a simpler time when he didn't have to worry about being the Beast of the Apocalypse or king of England. Duncan's agreed to stick around and draw a bunch of those. I couldn't be happier.

And now I have to get back to the drawing table.
- Mike Mignola"

domingo, 10 de julho de 2011

The Unwritten TPB Vol. 1

(Este é um dos tais posts salvos do outro blog da Asa Negra, tendo sido pela primeira vez publicado em 11 de Fevereiro de 2010, sendo portanto de ressalvar que as referências temporais no texto estão desfasadas da actualidade.)



No mês passado saiu a primeira compilação duma das novas séries da DC Vertigo, The Unwritten. Esta série conta com a participação duma equipa já “clássica” da editora, Mike Carey e Peter Gross, responsáveis por grande parte da série Lúcifer, um premiado spin-off de Sandman e mais uma vez se vem a comprovar que é uma equipa vencedora.

The Unwritten conta a história de (dois) Tommy Taylor, por um lado, uma personagem dos mais bem sucedidos livros fantásticos infanto-juvenis (uma espécie de Harry Potter elevado à quinta-potência do sucesso) criado por Wilson Taylor (que desapareceu após a publicação do 13º volume) e por outro, o filho desse autor que em criança inspirou  a personagem e que agora na idade adulta continua perseguido pelo sucesso do seu correspondente virtual, o que o desagrada mas por outro lado se mostra incapaz de evitar, vivendo às custas desse sucesso. O desaparecimento do seu pai deixa um ressentimento e um cheiro a mistério na sua vida que juntamente com as incertezas quanto à sua origem real o vão lançar a caminho da auto-descoberta e do fantástico, sempre em redor da literatura e da fronteira entre a ficção e a realidade.
 
Numa perspectiva mais abrangente, The Unwritten é uma história sobre o poder do texto e da palavra escrita sobre o mundo real, sendo estes capazes de moldar a realidade através do seu peso e da sua influência e de como esse poder pode ser condicionado por alguns para manipular o mundo a seu interesse. O poder mágico e sobrenatural da palavra escrita para criar mundos fantásticos é assim também usado como uma metáfora para a capacidade real que variadas obras ao longo dos séculos tiveram para moldar a imaginação, os sonhos e a vontade de determinadas gerações, assim como a capacidade que algumas obras tiveram para mudar a história da humanidade, gerando novas maneiras de pensar e de agir, impulsionando movimentos e revoluções ou tornando realidades distantes muito mais próximas. A palavra escrita criou o nosso mundo real, ficção a ficção.

 O enredo de Mike Carey toma estas premissas e segue desenvolto através dos mais variados estilos e meios: a vida do Tommy Taylor “real” corre entremeada por excertos da vida literária do Tommy Taylor “ficcional” e a ela juntam-se aparições das mais recentes aventuras da palavra escrita, a Internet, por meio de blogues e chats. Esta primeira compilação traz ainda uma história que nos relata a vida do autor Rudyard Kipling, que nos afasta da história de Tommy, como quem faz Zoom Out num mapa, para nos mostrar que as raízes deste mistério e o braços desta conspiração são muito mais abrangente do que o esperaríamos.

A arte de Peter Gross enquadra-se perfeitamente na história.  O seu estilo é um dos que já é imagem de marca no universo mágico e fantástico da Vertigo que rodeia a série Sandman (ainda que aqui não haja uma ligação directa), criando ambientes um pouco lúgubres e desencantados que imprimem um gosto real ao elemento fantástico, como se a magia se tornasse ainda mais mágica por aparecer nos sítios onde menos se espera e que quase sempre também são os sítios que mais precisam dela. 

Também mágicas são as capas de Yuko Shimizu, sendo que a série estreou-se com aquela que talvez seja a minha capa preferida do ano passado, pela elegância e simbolismo com que explora o conceito da história. Nela vemos o protagonista enredado num mundo caótico de letras e palavras ainda não escritas, preso num universo em desordem que apenas pelo texto poderá ganhar solidez real e organização. E é através do protagonista, no fundo um messias, e do seu sangue, do seu suor e do seu sofrimento que o mundo ainda não escrito se tornará escrito e pleno. 

The Unwritten é sem dúvida uma série a seguir, para mim uma das melhores das mais recentes séries da Vertigo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

House of Mystery TP Vol.01: Room and Boredoom

Regressou à Vertigo uma das mais longas séries do Universo DC, uma antologia de horror e fantástico com origem no início dos anos 50, que foi tendo várias encarnações ao longo dos últimos quase 60 anos, mas sempre centrada em redor da casa que lhe dá nome.

A Casa do Mistério, House of Mystery, fica num cemitério, frente a frente à Casa dos Segredos, ao mesmo tempo em Kentucky e no reino do Sonho. E mais que uma casa, é uma entidade viva, em mutação constante, com vontade própria. A partir dos anos 60, Caim, um personagem que mais tarde apareceu várias vezes em The Sandman, tornou-se o caseiro e anfitrião desta misteriosa mansão, apresentando e unificando o seu universo de histórias. Mais tarde, esta tarefa coube brevemente a outros anfitriões, até que em 1987 saíram os últimos títulos directamente ligados a House of Mystery. Até 2009, quando o título regressa, pelas mãos de Matthew Sturges, Bill Willingham e Luca Rossi.

Actualmente Caim não é mais o anfitrião da casa. A série segue a história de Fig Keeler, uma jovem que sempre sonhou com a casa e que um dia vai acabar por encontrá-la, para descobrir que nem todos os que nela entram conseguem sair dela. O anfitrião principal é um jovem bartender, Harry Bailey, ajudado pelos restantes residentes fixos da casa: a dramática Cress, a pirata Ann e o Poeta, que melhor ou pior já se resignaram ao facto de a casa não lhes permitir o regresso às suas origens. Fig pelo contrário ainda terá de aceitar não só que a casa a manterá enquanto precisar dela mas mais que isso, que a casa é o lugar onde ela sempre desejou estar.

Para além destas personagens residentes, outras chegam à casa e ao seu bar, vindas de todos os mundos e realidades e como neste bar todas as bebidas são pagas em histórias, entremeando com a história central, podemos seguir pequenos contos ilustrados por artistas convidados. Temos assim a possibilidade de encontrar pequenas pérolas de artistas como Jill Thompson ou o autor de Wet Moon, Ross Campbell, para além do trabalho do artista residente Luca Rossi que com desenvoltura e elegância se enquadra muito bem nesta secção do universo DC. Outra parte da arte digna de menção e louvor são as capas, sóbrias e muito belas mesmo quando medonhas, da autoria de Esao Andrews.

Em geral esta primeira compilação promete mais do que cumpre. A história central é interessante e segue escorreitamente mas ainda não desenvolveu o suficiente para que o destino das personagens nos crie grande ansiedade, apenas curiosidade. Os contos e alguns pormenores dão o toque de horror com subtileza, sem criarem um ambiente opressivo, puxando mais pelo fascínio mórbido ou pela fantasia do que pela violência ou agressividade. No entanto algumas das histórias precisariam de mais desenvolvimento ou maior relevância.


É uma série a manter debaixo de olho, cheia de potencial mas que ainda não conseguiu desenvolvê-lo em toda a sua plenitude, sobretudo por ainda precisar de afinar o equilíbrio entre o seu carácter de série mensal e o de antologia.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Solanin


No ano passado saiu pela Viz a manga Solanin, de Inio Asano, compilando num só volume os dois  tomos que constituem esta obra, que já estará a ser transformada em filme live-action.

Nela seguimos a história de Meiko uma trabalhadora-estudante a viver em Tóquio e do seu namorado Taneda que persegue o sonho de vingar na música enquanto lida com um part-time que não lhe permite pagar uma renda. Ambos procuram encontrar o equilíbrio entre os sonhos de juventude, o desejo de uma vida emocionante e plena, o conforto e aborrecimento de um emprego certo mas desagradável e o peso da responsabilidade.

Inio Asano conta-nos com delicadeza e alguma melancolia a incerteza do início da idade adulta, a um ritmo lento mas envolvente e com um traço muito belo, ao mesmo tempo simples e limpo mas cheio de pormenores e realismo.

Grande parte do sucesso desta história é a sua personagem principal, Meiko, com o seu grafismo belo e empático e o seu equilíbrio entre a melancolia, incerteza e a força que a tornam próxima de nós leitores e nos fazem apaixonar por ela como vários dos personagens do livro. E é sobretudo ela quem nos prende até ao final, um final que como na nossa vida é ao mesmo tempo uma continuação e um começo, com o ponto de equilíbrio a ter de ser ajustado dia-a-dia mas sempre apoiado naqueles que nos acompanham, os amigos e a família. Amigos e família que também surgem na história, como catalizadores do desenvolvimento de Meiko mas também eles próprios a sofrerem as suas dúvidas e angústias e a prosseguirem o melhor que podem nas suas buscas da felicidade pessoal.

Uma leitura que se recomenda, a quem procura manga perto da vida real e e perto do coração mas longe da lamechice.



domingo, 13 de setembro de 2009

Tank Girl - One


Leituras de Férias III

O que dizer de Tank Girl? É um absoluto clássico! Um clássico destravado mas no equilíbrio, sem cair na perversão total.

Tank Girl não tem limites mas também está para lá da maldade: guia-a apenas a diversão, por um caminho onde as regras não existem. No fundo ela é quase uma espécie de Mr. Magoo do punk: a morte e o perigo rodeiam-na a cada passo mas ela segue incólone, não por cegueira física mas por total ausência de medo face ao perigo.

Como o nome indica, a protagonista desta série clássica é uma rapariga que conduz e vive num tanque. Inicialmente dedica-se a conduzi-lo em missões para uma oragnização militar mas pelo seu comportamento irreverente, pela sua relação com um canguru mutante, Booga, o seu namorado e pelo seu falhanço em entregar sacos de colostomia atempadamente ao presidente da nação, torna-se um alvo a abater. A história passa-se numa Austrália pós-apocalíptica e desenrola-se ao longo de episódios curtos.

Filha da irreverência iconoclasta dos anos 80 britânicos, esta banda-desenhada e a sua protagonista foram abraçadas pela contra-cultura do seu tempo e tornou-se um ícone punk e feminista que ainda perdura. Foi criada por Alan C. Martin e Jamie Hewlett, tendo nalgumas história a colaboração de outros autores e muitas influências da música e cultura alternativa do seu tempo.

Toda a série encontra-se compilada numa colecção da Titan Books, a qual este ano foi remasterizada para a comemoração dos 20 anos da personagem. O livro Um contém as quinze histórias publicadas na revista Deadline de Outubro de 1988 a Fevereiro de 1990, todas no branco e preto original. Inclui ainda alguns extras como uma introdução de Alan C. Martin, capas e pin-ups.

Uma excelente oportunidade para entrar no mundo desregrado, escatológico e impulsivo desta personagem clássica.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Stuff of Legends, Volume 1: The Dark, Book 1

Leituras de Férias I

No Free Comic Book Day deste ano um dos comics que mais chamou a atenção foi a Previews deste volume de The Stuff of Legends, um novo título da Th3rd World Studios, escrito por Mike Raicht e Brian Smith e desenhado por Charles Paul Wilson III. E não admira.

Passado em 1944, em Brooklyn onde, enquanto o seu pai luta na Europa contra os avanços nazis, uma criança é raptada pelo Boogeyman. Cabe aos seus brinquedos mais leais e corajosos aventurarem-se pelo território conhecido como The Dark (um teritório habitado por brinquedos estragados, rejeitados e rancorosos) para salvarem o rapaz e as suas próprias almas.

Grande parte do interesse que o volume gerou deve-se ao seu aspecto gráfico: 50 páginas de arte num estilo original e belo, onde o aspecto de esboço e o sépia transmitem uma nostalgia pela infância e por uma época passada.


O argumento é interessante: uma história sobre bonecos que ganham vida quando ninguém está a olhar poderia não ser muito original mas o argumento aproveita bem a premissa dando-lhe profundidade e complexidade (mesmo que aqui e ali não se escape a alguns clichés). Gosto particularmente que a transformação dos bonecos varie entre o nosso mundo e The Dark, onde estes não se tornam apenas móveis e falantes mas tornam-se realmente naquilo que são (um urso de peluche torna-se realmente num urso, por exemplo).

Nas várias leituras que se podem fazer do argumento, salta à vista não só o paralelismo com a segunda Guerra Mundial que decorria na altura mas também um paralelismo com a religião cristã. Aqui a criança é apresentada como um deus criador, dando vida aos seus brinquedos através da sua imaginação mas tal como o bíblico, é um deus que não se coíbe de castigar e de permitir o mal. Aos seus brinquedos cabe perceber como continuar a lutar e manter-se fiel a um deus capaz de causar tanto mal às mesmas criaturas a quem dá vida ou então juntar-se à causa de Boogeyman, um nada, um vazio, um demónio livre das regras arbitrárias do criador. No entanto, os objectivos finais de Boogeyman permanecem envoltos em mistério e adivinham-se perversos.

O storyboard está bem conseguido, encaixando bastante informação de modo fluido nestas primeiras 50 páginas. Apenas a transição do prólogo para o primeiro capítulo me pareceu um pouco abrupta: num momento os brinquedos estão a pôr-se a caminho, no outro já estão a meio de uma grande batalha.

Em geral este número é francamente interessante, seja pela arte, seja pela história, a qual levanta várias questões que me farão comprar o segundo número para as ver respondidas. Esta primeira parte, o volume 1, será composta por dois livros de 50 páginas que, se as vendas correrem bem, serão o princípio de uma história mais ampla. E tendo em conta que este número já esgotou e já se encontra em 2ª Edição, parece-me que vamos ter mais um novo universo para seguir com atenção.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dois grandes títulos tão esperados...


... por mim pelo menos.

Em primeiro, espero ansiosamente o lançamento em álbum previsto (uma vez que sigo o manga pela yen Plus Magazine) para Outubro deste ano,
Soul Eater.
Nesta história são todos jovens "comedores de almas" o objectivo é comer, por assim dizer, 99 almas humanas e mais uma de uma bruxa. São também caçadores de seres sobrenaturais, chamados
Shibusen com o objectivo de eliminar os Kishins. É um trabalho em parceria, uma personagem transforma-se em arma (death scythe) enquanto que a outra a tem que manejar (weapon meister), usam muitas vezes a técnica Soul Ressonance.

Este manga tem uma particularidade engraçada, poder-se-à considerar Shonen (para jovens adolescentes), mas conta com uma personagem feminina protagonista em toda a história... e acho que já falei demais...




Um outro título pelo qual anseio, e que tenho vindo a acompanhar na Shonen Jump é
Tegami Bachi ou Letter Bee.
Com uma arte de deixar qualquer um boquiaberto. Um abuso... tem uma certa poesia não só gráfica como literária à mistura.

Conta a história de um carteiro. Que para a sua surpresa um dia tem que entregar uma encomenda.... um ser humano. Caminham por terras infestadas de
Gaichuu, insectos colossais que são apenas mortos com uma mistura de Amberground (âmbar com milhares de anos) e um pedaço do coração dos próprios Letter Bees.

In a land of perpetual night, your heart is your light.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Novidades da Manga na San Diego Comic-Con

Decorreu no final deste mês a grande convenção de Banda Desenhada, San Diego Comic-Com nos Estados Unidos e muitas editoras aproveitaram para anunciar os seus projectos futuros. Muita manga foi anunciada para os próximos tempos e aqui vamos-te dar uma ideia do que nos espera agora e em 2010.

Viz Media

A Viz como já havia anunciado vai começar a publicar títulos ligados à revista semanal japonesa Shonen Sunday. Cinco títulos estão anunciados em livro para 2010 mas até lá podes ler os seus capítulos de graça no site http://www.shonensunday.com/.

As mangas anunciadas são:
Rin-Ne - Rumiko Takahashi
Kekkaishi - Yellow Tanabe
Arata: The Legend - Yu Watase
Maoh: Juvenille Remix - Kotaro Isaka & Megumi Osuga
Hyde & Closer - Haro Aso

Em relação à Shonen Jump, a Viz apresenta dois novos títulos licenciados:
Toriko by Mitsutoshi Shimabukuro
“Toriko a “gourmet hunter” knows that “food tastes better when you have to gather it with blood, sweat and tears.”
Bakuman by Takeshi Obata and Tsugumi Ohba
“The mystery behind manga-making revealed!” – dos criadores de Death Note

A série One Piece vai começar a sair a ritmo acelerado (30 volumes em 6 meses) e para lançar isto a Shonen Jump de Dezembro virá carregada de bónus relacionados. Podem ver mais pormenores no site http://onepiece.viz.com/, onde a Viz irá disponibilizar o primeiro volume de One Piece gratuitamente.
A Shonen Jump de Novembro irá por sua vez comemorar os dez anos de Naruto (não da personagem mas da série, ‘tá claro) com inúmeros bónus.

Na secção Viz Signature, novas mangas passaram a esta disponíveis no magazine online http://www.sigikki.com/.


Yen Press

A Yen anuncia vários novos títulos com muitos deles a criar grande expectativa.
Este editora será uma das que terá títulos a comemorar os 20 anos do excelente colectivo CLAMP. Assim para Maio de 2010 anunciam a série Kobato, a grande estrela dos títulos anunciados.

Outros títulos anunciados são:
Black Butler by Yana Toboso
Darker Than Black by Bones, Tensai Okamura, Nokya, Arklight
Romeo & Juliet by William Shakesspeare/Adapted by COM, Gonzo, SPWT
Bunny Drop by Yumi Unita
Sasameke by Ryuji Gotsubo
Omamori Himari by Milan Matra
My Girlfriend’s A Geek (Fujyoshi Kanojo) by Pentabu & Rize Shinba
Novel By Pentabu (blog collection by boy that inspired the Fujyoshi Kanojo)
Otome by Yuuki Fujinari
Dragon Girl by Toru Fujieda
Natsukashi Machi no Rozione by Sumomo Yumeka

Já anunciada anteriormente havia sido a série manhwa de adaptação dos livros Twilight de Stephanie Meyer.


Del Rey

Esta editora também estará envolvida na comemoração dos 20 anos de CLAMP. O título em questão já havia sido anunciado, CLAMP in America, de Shannon Garrity e CLAMP mas foi adiado do final deste ano para o Verão de 2010 devido à enorme quantidade de arte produzido por CLAMP, o que levará ao aumento do livro de 170 para 384 páginas.

Outros títulos passam por Soryuden, uma novela ilustrada por CLAMP; Orange Planet, uma manga shoujo, Yokai Doctor; Code Breaker de Kamijyo Akimine;
Nighthead Genesis de George Iida e You Higuri; Wild @ Heart de Natsumi Ando, o criador de Kitchen Princess; Panic x Panic de Mika Kawamura e Pink Innocent de Kotori Momoyuki.



CMX

A CMX anuncia a aquisição da licença da adaptação manga de um anime da Funimation, Genghis Khan, sobre a vida do guerreiro e também a aquisição de March on Earth, uma manga de ambiente mais sério e dramático.

Para 2010 esta editora planeia a publicação de variados títulos, nomeadamente:

The World I Create - Ayami Kazama
Stolen Hearts - Miku Sakamoto (artist of Nadeshiko Club)
Rampage - Yunosuke Yoshinaga (artist of Broken Blade)
My Darling! Miss Bancho - May Fujikata
Diamond Girl - Takanori Yamazaki
Polyphonica: Cardinal Crimson - Ichiro Sakaki/Ocelot & Tomo Hirokawa
Nadeshiko Club - Miku Sakamoto (artist of Stolen Hearts)
New Goodies:
Nyankoi! - Sato Fujisawa
Shisso Holiday - Otsuichi/Hiro Kiyohara
The Phantom Guesthouse - Nari Kusawkawa (artist of Palette of 12 Secret Colours)
Tableau Gate - Rika Suzuki
51 Ways to Save Her - Usaramu Furuya


Bandai

Na San Diego Comic-Com a bandai anunciou a aquisição da licença de Lucky Star de Kagami Yoshimizu, a manga que inspirou o anime com o mesmo nome.


Tokyopop

Aparentemente a grande novidade da Tokyopop foi que a editora este ano esteve presente no evento, depois de no ano passado ter estado ausente…


Dark Horse

A Dark Horse foi a editora com maior destaque para as obras de CLAMP, com planos para relançar em edições omnibus de luxo as séries clássicas Chobits, Magic Knight Rayearth e Card Captor Sakura, anteriormente publicadas pela Tokyopop. A editora vai também publicar Okimono Kimono, um artbook a cores de Clamp, contendo manga e ilustrações relacionados com essa veste tradicional japonesa.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

AFTER WATCHMEN ...WHAT'S NEXT?

Há algum tempo a DC anunciou no site esta iniciativa After Watchmen what's next? Iniciativa esta destinada à promoção e divulgação de comics best sellers para novos leitores. Também com intuito de ter uma melhor noção de qual será a aposta num proximo Blockbuster.
Ora a Asa negra comics entra nesta iniciativa! Nada melhor que férias e praia e a companhia de um bom livro, ou, neste caso, um livro para se experimentar... Na compra de qualquer artigo da linha DC; TPB ou HC (que inclui VERTIGO; WILDSTORM; ETC.) nós oferecemos uma destas amostras.
Inclui: All-Star Superman, DC: The New Frontier, We3, DMZ, Astro City, The Sandman, Ex Machina, Fables, Batman: Year One, 100 Bullets and Y: The Last Man, entre outros que ainda nos estão a chegar.

Não deixem de passar esta oportunidade de experimentar títulos diferentes.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Batman & Robin 2

Agora é que as coisas começam a aquecer. A história desenvolve-se de uma forma bastante interessante.

Com o traço bastante original de
Frank Quitely embora não seja o artista da minha eleição para representar Gotham City.

Admito, estou viciado na DC.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

BATMAN #687

Um epílogo de Battle for The Cowl.

Começa aqui a série mensal do morcego. Este inicio de história conta com um novo argumentista Judd Winick, começa com força fazendo um bom trabalho, gostei bastante deste número.


Um Batman, que já não é o Bruce Wayne, mas sim o seu... pois, não vou dizer mais nada... ou digo, tem dois convidados especiais o Superman e a Wonder Woman.



Um must read para todos os fãs do morcego, como eu!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Liga de Cavalheiros Extraordinários III

Century: 1910

Doze anos após a Guerra dos Mundos do segundo volume da Liga, Mina Murray e os seus novos companheiros investigam premonições de teor apocalíptico. Enquanto conspirações ocultistas sob o signo nefasto do Cometa Hayley parecem assombrar a iminente coroação, MacHeat, ou Mack the Knife, espalha a sua violência pelas docas de Londres, onde Janni, filha de Nemo, encontrará motivos para a vingança sangrenta que a irá levar a aceitar o seu destino.

Este é o primeiro dos 3 capítulos que constituirão o terceiro volume da série, cada qual passado numa época diferente e autoconclusivo, apesar de juntos formarem uma saga épica. Aqui, em 1910, há dois mundos ficcionais que se destacam: o do oculto, com todos os mais importantes detectives e aventureiros do paranormal dessa época a fazerem a sua aparição e o da Ópera dos Três Vinténs de Bertholt Brecht e Kurt Weill, que empresta a este capítulo não só muito do seu enredo, seja relativo a Mack the Knife, seja relativo a Pirate Jenny, como empresta muito da sua estrutura, incluíndo o uso das canções e de mecanismos próprios da ópera (as personagens que cantam sem que as que a rodeiam pareçam notar, as personagens que cantam dirigindo-se ao espectador ou neste caso ao leitor,...).

A história, como já é habitual, é inteligentemente trabalhada, habilmente misturando a vida ficcional já existente das personagens usadas com o enredo próprio da Liga. Neste capítulo muita coisa é deixada em aberto, criando expectativa para a restante saga mas também muita acção é levada à sua conclusão, o suficiente para criar uma final climático (ainda que negro). A arte de kevin O'Neill continua excelente, na sua versão moderna da ilustração clássica e tal como já nos habituaram, tanto na arte visual como no texto abundam as referências mais ou menos obscuras à ficção e história deste período.


Para mim, foi um prazer voltar a ler uma história da Liga e alegra-me que esta série continue a manter o mesmo nível de qualidade desde o início. Apesar de agora já serem esperadas, as inúmeras referências continuam a entusiasmar-me e agradou-me particularmente a introdução da Ópera dos Três Vinténs, uma das mais soberbas obras musicais alguma vez escrita e ver como esta se adaptou perfeitamente ao mundo da Liga. O teor e espírito da obra e das suas canções permitiu que a introdução de canções na narrativa não se sentisse como um quebrar de ritmo, tornando-a sim mais intensa.

Indissociável da minha experiência de leitura de qualquer volume da Liga, é o trabalho de Jess Nevins e por isso não posso deixar de publicitá-lo. Nevins desde o primeiro volume dedicou parte do seu conhecimento profuso sobre a era vitoriana a elaborador anotações sobre a série. Nem Moore nem O'Neill se dão ao trabalho de explicar as muitas refências culturais que fazem ao longo da obra e o comum dos mortais pode ficar por vezes com a sensação de que houve por ali coisas que não conseguiu agarrar ou por vezes estas são tão obscuras que nem se deu conta que elas lá estavam. Nevins no seu site criou um guia que chama a atenção para estas referências e as explica ou, nalguns casos, as tenta explicar, sugerido possibilidades. Só após a leitura do primeiro volume acompanhada das anotações percebi verdadeiramente a dimensão da minuciosidade da série e o meu entusiasmo por ela multiplicou-se grandemente.

Em último caso, as anotações de Nevins acabaram por influenciar a própria série da Liga, permitindo, segundo as palavras do próprio Alan Moore, que os autores aplicassem sem restrições toda a sua erudição sem receio de perder pelo caminho o leitor comum, esmagado pelo peso das referências obscuras.

Em suma, duas obras recomendáveis: A Liga, de Alan Moore e Kevin O'Neill e as respectivas Anotações, de Jess Nevins (actualmente parte delas também já editadas em livro em edição extensa e anotada pelo próprio O'Neill).

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Destaques da Previews de Junho 2009

Este mês para além do site, seguem aqui também os destaques da Previews. Daqui a uns dias colocaremos também um post com destaques da previews mas dedicado à Manga.

Dark Horse

O grande destaque deste mês vai para a edição em TPB do segundo volume do aclamado The Umbrella Academy, com o subtítulo Dallas. Enquanto os membros da equipa ainda recuperam das profundas mudanças e consequências dos eventos de Apocalypse Suite, um novo evento catastrófico chama novamente a equipa à acção.
Destaque também para The Groo Treasury volume 1, a primeira colecção estilo Omnibus da impagável personagem de Sérgio Aragonês. Avizinham-se também novos volumes de Gantz, Applegeeks, The Goon, Vampire Hunter D e um artbook de Emily The Strange.

DC Comics

Na DC continua o evento Blackest Night, com a continuação de títulos do mês passado e muitos números 1 com personagens como Batman e Superman. No universo Batman continua a série Batman e Robin, da equipa maravilha de Grant Morrisson e Frank Quitely e começa uma nova série da Batgirl e uma mini-série escrita por Kevin Smith, Batman: Widening Gyre. No universo Superman o destaque vai para Adventure Comics #1, o regresso do mítico título de super-heróis e para Superman Secret Files 2009 #1.

Devil’s Due Publishing

Duas publicações a destacar desta editora: I am Legion, a edição americana da excelente obra de John Cassaday, com um preço muito convidativo em relação ao preços das edições europeias (176 páginas por 18,99€) e um artbook dedicado à série Hack/Slash, com as melhores capas, pin-ups, esboços e muito mais.


Dynamite Entertainment

Este mês é anunciado um hardcover com mais de 200 páginas a compilar três aclamados livros da colecção Battlefields escritos por Garth Ennis: The Night Witches, Dear Billy e The Tankies juntamente com inúmeros extras. Outros destaques vão para um hardcover de edição limitada do primeiro volume de The Boys e um livro de Terminator: Revolution TP.

IDW Publishing

O grande destaque desta editora vai sem sombra de dúvida para a edição em TPB do primeiro volume da série Locke & Key. Podem ver aqui a nossa crítica para esta obra aclamada e nomeada para o Eisner deste ano e descobrir por que a recomendamos vivamente.
A registar também início de uma nova mini-série, Transformers: Tales of the Fallen e várias edições dedicadas a Star Trek, como Star Trek: Nero #1 ou Alien Spotlight: Q.

Image Comics

Anuncia-se mais um volume de The Walking Dead, o volume 10 em formato TPB a compilar os números 55-60 da série de culto.
Após o lançamento do Stechbook no Free Comic Book Day, a Image anuncia o primeiro número da segunda série de Mice Templar: Destiny, escrito por Michael Avon Oeming.

Marvel Comics

Este mês a Marvel Comics anuncia o lançamento em TPB da mini-série NYX: No Way Home, escrita por Marjorie Liu e com a bela arte gráfica de Kalman Andrasofszky.
Outro destaque é obviamente o número 500 de Daredevil, cehio de surpresas e com um tamanho excepcionalmente grande (104 páginas).
De resto, o evento Dark Reign continua com variados títulos e anuncia-se o lançamento de Ghost Riders: Heaven’s on Fire#1.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Locke & Key Vol.1: Welcome to Lovecraft TPB



The end is the beginning is the end

Quando um acto de retorcida violência atinge a família Locke vitimizando mortalmente Rendell, o patriarca desta família, a sua viúva e os três filhos mudam-se para a residência ancestral dos Locke, uma antiga e enorme mansão numa pequena península, onde Rendell Locke e o seu irmão (o actual residente da mansão) passaram as suas infâncias e juventudes. A braços com a dor resultante do assasínio do Rendell, esta família vai começar a descobrir os segredos da mansão Lovecraft, onde muitas das suas portas têm chaves que as abrem para o mistério, o fantástico e o horror.

Welcome to Lovecraft é uma mini-série de 6 issues, escrita por Joe Hill, autor norte-americano de horror e filho de Stephen King e com arte gráfica de Gabriel Rodriguez, editada pela IDW Publishing e neste momento encontra-se nomeada para dois prémios Eisner (Melhor Mini-série e Melhor Argumentista). E estas nomeações são mais que merecidas, pois esta é uma excelente série a seguir com atenção e entusiasmo.

Um dos trunfos da série é de facto o argumento: uma história contada num ritmo lento mas certeiro, permitindo o desenvolvimento dos personagens e a criação de um ambiente de fascínio e de horror. Não o horror gore do fascínio mórbido por coisas nojentas, mas o horror da presença do mistério e da incerteza, o horror do fantástico que está perto do real mas que ao mesmo tempo não nos é familiar, o horror de não se conseguir distinguir o maravilhoso do perigoso. Após o issue inicial onde ocorre o assassínio que aparentemente despoleta toda a história, cada issue é visto pela perspectiva de um dos personagens principais, dando-nos a possibilidade não só de nos familiarizarmos com eles mas principalmente de conhecermos os seus mecanismos internos, o que os motiva e como estão a conseguir ou não lidar com os eventos que se vão sucedendo. No final somos confrontados com a descoberta de que aquilo que parecia ter despoletado todos os eventos da série é não mais que a consequência de eventos passados e que em certa maneira os acontecimentos presentes são o fechar de um ciclo. Agora um novo ciclo começa e resta-nos esperar impacientemente a nova série para desvendar o que se adivinha e para descobrir todos os segredos e possiblidades desta fantástica mansão.

Em termos gráficos, Gabriel Rodriguez, imprime um cunho pessoal, com um desenho forte e sólido, um bom storyboard e cores muito adequadas. Um prazer de ver.

A história completa ficará terminada em 3 actos: este foi o primeiro e o segundo será composto por duas mini-séries de 6 issues cada. A segunda série encontra-se já em publicação. E eu por cá, espero-a com grande expectativa.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Hack/Slash

Filha de uma slasher e derradeira vítima sobrevivente do furor assassino da própria mãe, Cassie Hack, vê-se como que involuntariamente empurrada para um caminho onde perseguir e matar outros slashers é a única opção de vida razoável.


Na linha de Buffy ou Veronica Mars mas deslocado para o universo dos filmes de terror adolescente, Hack/Slash, mantém o formato de série centrada numa protagonista feminina forte e de língua afiada, que tem de seguir o seu caminho entre o combate ao crime e as pressões sociais da vida adolescente. Aqui, no entanto, o combate ao crime é regado com sangue e tripas, cutelos e bastões e a vida social não é a de uma loira bonitinha mas consciente num liceu americano típico mas a de uma morena entre o gótico e o punk que abandonou a escola e que segue viagem acompanhada por um companheiro de aspecto monstruoso mas de coração terno, Vlad.


Os dois primeiros TPB compilam sobretudo one-shots que foram publicados entre 2005 e 2007. As histórias são interessantes mas nota-se que a reduzida extensão das mesmas é uma desvantagem, impedindo o aprofundar das personagens em cada história e tornando nalgumas ocasiões o storyboard algo apressado. No entanto, ao longo dos dois TPB, sente-se a nossa ligação com os protagonistas aumentar a passo a passo, para o que contribui também a introdução de vários personagens secundários que mais tarde vão acabar por se tornar mais ou menos permanentes no enredo geral da série. A arte gráfica, por seu lado, é um pouco irregular mas sempre aceitável.


Estes dois TPB valem sobretudo pela introdução ao mundo de Hack/Slash e pelo conceito algo original que nos é apresentado sobre os slashers: não apenas assassinos em série, a quem o lucro nas salas de cinema concedeu o direito a várias sequelas mas sim toda uma espécie à parte de assassinos maníacos com poderes próprios, muita tenacidade, capacidade para regressarem da morte aparente em busca de vingança e com um ódio insano contra a vida, a juventude e o sexo. As histórias aqui compiladas não sendo essenciais para o enredo da série regular, são francamente recomendáveis para quem quer começar a seguir a série e incluem algumas pérolas como a história Comic Book Carnage, onde podemos assistir ao assassínio do famoso autor de BD americano, Steve Niles, numa convenção de comics e a participação de vários assassinos famosos do cinema e dos comics.


O terceiro e quarto volumes compilam a mini-série Hack/Slash vs. Chucky, um crossover com o famoso boneco assassino, e os primeiros 10 números da série mensal. Aqui a arte é mais regular e em geral de melhor qualidade e os argumentos beneficiam com o maior espaço para se desenvolverem. Algumas personagens secundárias (vítimas sobreviventes) das one-shots iniciais reincidem e tornam-se personagens regulares que, mesmo à distância, ajudam Cassie na sua jornada e alguns slashers originais têm direito à sua sequela e tornam-se parte da imagem de marca de Hack/ Slash.


Depois das one-shots e mini-séries curtas, quando chegamos à série já estamos agarrados aos personagens, o que aliado ao tom ligeiro, irónico e referencial das histórias, faz deste título um bom entretenimento a seguir.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Rescaldo do FIBDA 2008 - parte I






















Acabou no fim de semana passado mais um Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. O 17º na totalidade da existência do mesmo e o meu 11º consecutivo.

Sei que ainda há muitos saudosos da Fábrica da Cultura mas este é o meu local preferido dos quatro onde o festival já decorreu. Pode não ser bem, bem, exactamente na Amadora mas é um local acessível e com infraestruturas e espaço adequados.

Este ano gostei bastante da cenografia do festival em si. Bastante criativa, visualmente atractiva sem ser cansativa. E este ano até se lembraram de colocar algumas indicações logo desde o primeiro fim de semana. Só a zona dos autógrafos é que pecava por falta grave de funcionalidade.

A solução encontrada no ano passado em relação à disposição geral das várias áreas foi mantida. Esta disposição, de exposição central, palco, concurso de bd no piso de cima e zona comercial, autógrafos e outras exposições no de baixo parece-me boa e bastante funcional. E este ano acho que finalmente conseguiram criar uma boa transição entre os dois pisos: o percurso pelas exposições do piso de cima acaba por encaminhar os visitantes naturalmente para as escadas; enquanto no primeiro ano a maior parte das pessoas nem reparava no piso de baixo e no ano passado eram encaminhadas rapidamente demais para o piso debaixo, estando a expo central quase escondida.

As exposições em geral eram interessantes e a cenografia das exposições do primeiro piso estavam excelentes. Algumas no entanto poderiam ter sido melhor exploradas, como o caso da do Tex e da ficção-científica chinesa ou do Liberatore, que não passaram de um ajuntamento de meia dúzia de pranchas sem grande enquandramente histórico ou alguma explicação. As mais interessantes, em termos de contributo para a cultura e conhecimentos dos visitantes sobre a banda desenhada pareceram-me a de Oesterheld (que se atrasou devido a uma retenção na fronteira) e a de Luís Henriques. A de João Abel Manta devia ganhar o prémio da exposição mais deslocada, encontrando-se no fim de tudo, rodeada pela Star Wars por ambos os lados... E por falar nela, a exposição de Star Wars foi a que mais me desiludio: algumas imagens e merchandising, a maioria expostos em buracos altos demais para poderem ser vistos também pelas crianças.

Uma exposição que tive pena de não existir foi a da habitual secção para maiores de 18. A ficção científica é uma área que poderia justificar uma exposição de banda desenhada erótica interessante. aliás a parte da exposição do ano passado dedicada à Druuna faria mais sentido este ano. mas aparentemente a organização aposta que no futuro o caminho passa pela reprodução assexuada...

Por fim, logisticamente falando, continuo sem perceber porque razão o multibanco fica no primeiro piso, se a zona comercial fica no piso -1. E ainda por cima fica escondido à porta das casas de banho.